por mim, ainda não sei se prefiro ficar em 2008...
* este ano não tenho soluções de inicio-de-ano.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
os meus papeis cor-de-rosa
Levantei-me a custo já passava das 12h10. Desorientada pela miopia e pelas olheiras emprestadas pelas insónias, chego despenteada à cozinha onde já fervilhava a actividade pré-almoço. Desta vez a minha mãe cumprimenta-me amavelmente. Voltei ao quarto para não fazer nada e finalmente decidi que naquele dia tinha que ver bem as coisas. Pus as lentes. Almocei n´um minuto e sai logo de casa para ingerir aquele café que me tira aquelas dores de cabeça. Sou viciada. Fumei uns quantos cigarros, falei acerca de nada, fiz-me acompanhar por muita gente mas não vi ninguem. Sou desorientada. Com o portátil no ombro e a mala cheia de “papeis”, fugi dali para um sitio mais tranquilo para ler. Decidi ir para um café. Sentei-me, fumei uns quantos cigarros, pedi um compal de manga (só manga) e irritei-me porque estava a ser observada. Comecei a ler os meus “papeis” mas parei na 1ª frase. Os olhos não se desviavam de mim. Pus os phones e a musica a topo e tentei concentrar-me nos meus “papeis”. Continuei a ser observada. Assim não dava. Peguei em toda a minha tralha e paguei o meu compal. Decidi ir para casa, lá não teria distrações. No meu quarto liguei o PC, tirei os meus “papeis” da mala e comecei a ler. Tive muito tempo a ler, até me cansar. Mas não consegui passar da 1ª frase. Os olhos continuavam lá. Miravam-me de alto a baixo, tirando-me todas as minhas forças, deixando-me (...) ... Fui para a sala. Tive horas e horas a ler, sem conseguir passar da 1ª frase. Mudei de posição no sofá frio, na esperança de me libertar daqueles olhos assustadores. Não surtiu efeito. Continuei a ler, sempre na 1ª frase, até que decidi escrever. Mas os olhos continuam ali, a mirar-me sofregamente….
(amanha vou tirar as lentes)
(amanha vou tirar as lentes)
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
Vou-me,
com esta música no ouvido: Without Permission, The National
a querer ver este filme: Il gattopardo, Luchino Visconti
a acabar este livro: A carta ao pai, Franz Kafka
com esta frase na memória: The overman...Who has organized the chaos of his passions, given style to his character, and become creative. Aware of life's terrors, he affirms life without resentment, Nietzsche
a querer ver este filme: Il gattopardo, Luchino Visconti
a acabar este livro: A carta ao pai, Franz Kafka
com esta frase na memória: The overman...Who has organized the chaos of his passions, given style to his character, and become creative. Aware of life's terrors, he affirms life without resentment, Nietzsche
fiquei-me por aqui
a pensar que quero fazer muito. Muito mais do que fiz até agora. Afinal, até agora fiz tão pouco ...
(do êxtase à dolência)
(do êxtase à dolência)
Etiquetas:
quando o post me muda o estado de espírito
terça-feira, 23 de setembro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
daqui a pouco / até lá
Death cab for cutie - I will possess your heart
vou-me fartar d´esta música / ...
adenda
Quase tudo o que digo é paradoxal. Digo e desdigo. E nunca minto. Nunca.
*ensaio sobre pessoas que partem
*ensaio sobre pessoas que partem
o mergulho do náufrago ou Lx, meu amor
tenho em mim, hoje, uma saudade medonha daquelas que corta e corta e corta e doi. E muito.
do olhar narcótico do meu mestre Fernando Pessoa que, contemplativo, se promiscua com qualquer paparazzi transeunte; do cheiro acidulado das ruelas estreitas e mal-trapilhas do Bairro Alto; do trato inflamado dos automobilistas logo p´la manha na 2ªC; das paisagens descuidadas e sujas do Adamastor; das noites volúveis sem horas nem sítios nem sentidos nem fins; das constantes partidas e corridas; dos olhares em síncope; das mãos apertadas; dos ombros sôfregos do Tejo;
tenho saudades de muito. Mais.
sábado, 23 de agosto de 2008
devil fire
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
sábado, 16 de agosto de 2008
At Night On The High Seas
Mark Rydenat night, when the Sea cradles me,
and the pale Star gleam.lies down on its broad waves,
then I free Myself wholly,
from all activity and all the Love
and stand silent and Breathe purely,
alone, alone Cradled by the sea
that lies there, cold and Silent, with a thousand lights.
then I have to think of my friends,
and my gaze Sinks into their gazes,
and I ask each one, silent, alone:
"are you still mine?
is my sorrow a sorrow to you, my Death a Death?
do you feel from my love, my grief,
just a Breath, just an echo?"
and the sea Peacefully gazes back, silent,
and smiles: no.
and no greeting and now answer comes from Anywhere.
Hermann Hesse
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Raivas e Resignações
Ao indivíduo acostumado ao íntimo das profundidades, o "mistério" não intimida; não fala dele e não sabe o que seja: vive-o... A realidade em que se move não comporta outra: não tem uma zona inferior nem um além: está abaixo de tudo e para além de tudo. Farto de transcendência, superior às operações do espírito e às servidões que se lhe associam, repousa na sua curiosidade inexaurível... Nem a religião nem a metafísica o intrigam: o que poderia sondar ele que se encontra já em pleno insondável? Cumulado, está-o sem dúvida; mas ignora se continua a existir. Afirmamo-nos na medida em que, por trás de uma realidade dada, perseguimos uma outra e em que, para além do próprio absoluto, continuamos à procura. A teologia detém-se em Deus? De maneira nenhuma. Quer remontar mais alto, tal como a metafísica que, ao mesmo tempo que investiga a essência, não se digna fixar-se nela. Uma e outra temem ancorar num princípio último; passam de segredo em segredo; incensam o inexplicável e abusam dele sem pudor. O mistério, que oferenda! Mas que maldição pensar tê-lo atingido, imaginar que o conhecemos e que poderemos residir nele! Já não há que procurar: aí está ele, ao alcance da mão. Da mão de um morto.
Emil Cioran
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