sexta-feira, 13 de março de 2009

um telefonema*

Conheci-te bonita, com voz reconfortante e tez morena. Nao te sabia tao forte. Imaginei uma lady a quem a falta de maquilhagem fragiliza. Nao te imaginava tao sabia. Quando estava triste nunca me disseste que compreendias. (apenas) mostravas. Nao te via tao lutadora. Achava que tinhas o teu destino escolhido e o guarda-fatos inalteravel. Nao te conhecia tao empenhada. Via a tua distancia com estranheza, mas com a certeza de que nao devia hesitar. Nao te imaginava tao apaixonada.
ate que

Vi-te forte e sonhadora sempre racional e sensata.
Vi-te carinhosa, sempre com palavras claras e ideias sinceras.
Vi-te bonita e sofisticada sempre com o rimel na carteira e o perfume no coracao.
Vi-te inteligente e interessada, disposta a arriscar honestamente o seguro e confortavel.
comecei a ver-te

A ti,

... amiga


*e quantas saudades

sábado, 14 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

hoje fiquei com desejos


*não tem explicação



esta musica*
(será por isso que está em repeat-mode?)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Bom 2009!*

por mim, ainda não sei se prefiro ficar em 2008...

* este ano não tenho soluções de inicio-de-ano.

os meus papeis cor-de-rosa

Levantei-me a custo já passava das 12h10. Desorientada pela miopia e pelas olheiras emprestadas pelas insónias, chego despenteada à cozinha onde já fervilhava a actividade pré-almoço. Desta vez a minha mãe cumprimenta-me amavelmente. Voltei ao quarto para não fazer nada e finalmente decidi que naquele dia tinha que ver bem as coisas. Pus as lentes. Almocei n´um minuto e sai logo de casa para ingerir aquele café que me tira aquelas dores de cabeça. Sou viciada. Fumei uns quantos cigarros, falei acerca de nada, fiz-me acompanhar por muita gente mas não vi ninguem. Sou desorientada. Com o portátil no ombro e a mala cheia de “papeis”, fugi dali para um sitio mais tranquilo para ler. Decidi ir para um café. Sentei-me, fumei uns quantos cigarros, pedi um compal de manga (só manga) e irritei-me porque estava a ser observada. Comecei a ler os meus “papeis” mas parei na 1ª frase. Os olhos não se desviavam de mim. Pus os phones e a musica a topo e tentei concentrar-me nos meus “papeis”. Continuei a ser observada. Assim não dava. Peguei em toda a minha tralha e paguei o meu compal. Decidi ir para casa, lá não teria distrações. No meu quarto liguei o PC, tirei os meus “papeis” da mala e comecei a ler. Tive muito tempo a ler, até me cansar. Mas não consegui passar da 1ª frase. Os olhos continuavam lá. Miravam-me de alto a baixo, tirando-me todas as minhas forças, deixando-me (...) ... Fui para a sala. Tive horas e horas a ler, sem conseguir passar da 1ª frase. Mudei de posição no sofá frio, na esperança de me libertar daqueles olhos assustadores. Não surtiu efeito. Continuei a ler, sempre na 1ª frase, até que decidi escrever. Mas os olhos continuam ali, a mirar-me sofregamente….

(amanha vou tirar as lentes)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Coimbra

cidade com estudantes full point

domingo, 28 de setembro de 2008

Vou-me,

com esta música no ouvido: Without Permission, The National

a querer ver este filme: Il gattopardo, Luchino Visconti

a acabar este livro: A carta ao pai, Franz Kafka

com esta frase na memória: The overman...Who has organized the chaos of his passions, given style to his character, and become creative. Aware of life's terrors, he affirms life without resentment, Nietzsche

fiquei-me por aqui

a pensar que quero fazer muito. Muito mais do que fiz até agora. Afinal, até agora fiz tão pouco ...

(do êxtase à dolência)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

waiting)

A minha vida está prestes a dar uma reviravolta.


* (I´am...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

daqui a pouco / até lá


Death cab for cutie - I will possess your heart


vou-me fartar d´esta música / ...

adenda

Quase tudo o que digo é paradoxal. Digo e desdigo. E nunca minto. Nunca.

*ensaio sobre pessoas que partem

Eu aos bocados

* corre-me um antídoto nas veias

o mergulho do náufrago ou Lx, meu amor

tenho em mim, hoje, uma saudade medonha daquelas que corta e corta e corta e doi. E muito.
do olhar narcótico do meu mestre Fernando Pessoa que, contemplativo, se promiscua com qualquer paparazzi transeunte; do cheiro acidulado das ruelas estreitas e mal-trapilhas do Bairro Alto; do trato inflamado dos automobilistas logo p´la manha na 2ªC; das paisagens descuidadas e sujas do Adamastor; das noites volúveis sem horas nem sítios nem sentidos nem fins; das constantes partidas e corridas; dos olhares em síncope; das mãos apertadas; dos ombros sôfregos do Tejo;
tenho saudades de muito. Mais.